04 - Itens que devem ser decididos previamente
em sua ficha de inscrição:


Tipo de curso pretendido: você pode customizar as aulas de acordo com a disponibilidade. Uma semana, duas, três, um mês, dois anos etc. Depende do quanto quer investir. Se você tem um mês no Brasil de féria o ideal é adquirir 03 (três) semanas. Assim, restarão alguns dias para viajar por algumas cidades próximas ao local do seu curso (falaremos em breve sobre esses destinos alternativos). Caso opte por um intensivo de idiomas, será questionado em qual modalidade tem interesse: de forma geral ou intensiva. No módulo “Geral”, as aulas são em um período do dia. Possibilitando ao estudante tempo livre para rodar museus, bibliotecas e pontos turísticos da cidade. Na forma “intensiva”, esse tempinho para visitas fica escasso. São praticamente 06 (seis) horas de inglês em aulas intercaladas entre módulos de gramática, conversação e literatura com professores nativos da região. Nesse estilo, passeios são apenas possíveis aos finais-de-semana.

É bom lembrar, estimado leitor, que independente do formato que escolher para estudar, o controle de presença sempre é levado a sério. Atrasos repetidos (perder ônibus, dormir até mais tarde...) resultam também em faltas e no término da estadia o aluno pode ficar sem o diploma. E para quem sai à primeira vez do país a vontade é conhecer tudo. Esquecendo-se do tempo. Perder aula é perder dinheiro. Recorde-se do investimento feito. Sua viagem é de turismo ou estudos? Voltamos ao início da matéria. “Mas, amigo jornalista: não dá para passear e estudar?”. Dá sim. Iremos falar nisso ainda na reportagem.

Tipo de acomodação
: existem três formas de hospedagem clássicas para quem vai estudar fora. São elas:

a) hotéis: na maior parte ficam bem localizados. Os preços são salgados e dificulta o contato com pessoas de sua idade. Ponto forte desse sistema são os serviços oferecidos ($$$) de internet, lavanderia etc;

b) Residências Estudantis: é possível fazer um curso e ficar no alojamento de sua instituição. A grande vantagem da residência é a proximidade com a escola. Geralmente ficam localizadas no mesmo bairro ou quarteirão. Existe interação entre os alunos e as normas são bem rígidas. Festinhas não são bem vistas. Geralmente possuem hora para chegar e sair;

c) Homestay (casas de famílias): preferida quase em totalidade por estudantes, esta forma de hospedagem é a mais tradicional e conhecida no exterior. É comum fora do Brasil, famílias alugarem quartos vazios para escolas. Funciona como uma cooperativa: a família entra em um processo seletivo e precisa cumprir vários requisitos; como, por exemplo, ter capacidade em oferecer refeições, fácil acesso ao transporte público local e por ai vai. Quando se compra o pacote no Brasil, a escola no país desejado entra em contato com essa Homestay cadastrada e agenda sua chegada e saída. O aluno não precisa fazer nada. O pagamento é feito diretamente com a agência de intercâmbio que repassará o dinheiro para a família e para escola. Muitas pessoas não conhecem esse sistema de hospedagem achando que posteriormente deverá receber alguém em casa. Não precisa. Casa de família é uma ótima alternativa para praticar o idioma pretendido e conhecer novas pessoas. Geralmente essas residências recebem mais de um estudante por vez. Então, a interação é grande em todos os aspectos. Possibilita conhecer costumes, crendices e hábitos.


Típica família canadense, recebendo aluno brasileiro:
"Já perdemos a conta de quantos
estudantes conhecemos e de quantos países já passaram
por aqui." - finaliza Renée Shentow.

Índice de capítulos da reportagem especial:

01 - Intercâmbio educacional ou turismo? (abertura).
02 - Passaporte e Visto.
03 - Agência de intercâmbio: dá para escolher uma boa empresa ou "é na sorte"?
04 - Itens da sua ficha de inscrição.
05 - No geral, experiências inesquecíveis (entrevistas).
06 - E você: vai realizar um intercâmbio educacional ou turismo?



Arquivo de Ralfer Zaidan
*Ralfer Zaidan é jornalista.
Matéria publicada no Jornal Interação - 20/02/2009
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