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O estudante
Danilo Hideki
Oshiro (de vermelho) realizou
seu primeiro intercâmbio para o
Canadá sem ajuda de agências.
Na foto, ele e seus amigos em
visita a famosa Golden Gate - EUA
(sua segunda viagem de estudos).

Quem disse que aluno de intercâmbio
não trabalha? Trabalha e aguenta frio de -15C !
Sinara Heringer Pereira: "... uma bagagem que vou levar comigo por
toda a minha vida". (morou um ano na Cidade
do México)
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03
- Agência de Intercâmbio: dá para escolher uma boa
empresa ou “é na sorte”?
Uma coisa
que precisa ficar clara, para você leitor, é inicialmente
o conceito de intercâmbio. Dez, vinte anos atrás, falar em
intercâmbio compreendia em viajar para a casa de uma família
fora do Brasil e nos meses seguintes, receber em sua residência
uma pessoa de tal lugar visitado. Oportunidade impar para a troca de experiências.
Passeio “camarada” e que por muito tempo foi considerado um
programa para poucos privilegiados. Engano seu, leitor, se acha que uma
atividade assim está fora dos seus sonhos e do seu bolso. Algumas
regrinhas foram alteradas nos últimos anos e desta forma, o programa
ficou mais acessível para nós, pobres mortais!
Para fazer um curso no exterior, dependendo da forma que você escolher
não precisará receber ninguém em sua casa. Isso mesmo.
Todo mundo fica surpreso quando falamos isso. Talvez, muitas pessoas deixam
de realizar essas viagens por não terem condições
de receberem um estrangeiro por um determinado tempo em sua residência
aqui no Brasil (por causa do trabalho, mora com a sogra etc). Isso já
não é considerado mais como um obstáculo. Mas, coloque
na ponta do lápis essa alternativa. Receber gente em nossa casa
sempre é bom. Forma diferenciada de trocar experiências e
compartilhar com a sua família e amigos um pouco da cultura e costumes
de fora. Se não tem jeito, relaxe. Essa reportagem é destinada
para quem deseja apenas viajar, estudar e trabalhar no exterior; e ainda,
ficar em casas de famílias nativas e trazer na bagagem boas lembranças.
Veja como é
fácil: agências de intercâmbio são especialistas
no assunto. Comece pela internet. Em qualquer buscador, digite a expressão:
“Agências de Intercâmbio” ou “Despachantes
+ Viagem”. Desta forma, é fácil saber se existe alguma
referência próxima à sua casa para esse contato inicial.
Central de Intercâmbio, EF, STB (etc) são especialistas no
assunto quando a idéia é um curso de idiomas ou um programa
de estágio fora do Brasil. Mas, é claro: todas possuem condições
interessantes e especiais. É necessário analisar com calma
e levantar pontos positivos e negativos de cada operadora para o seu bolso
e agrado. E isso faz uma grande diferença no final do passeio e
vamos explicar o motivo.
É normal ficar ansioso e com milhares de dúvidas quando
fechar o seu primeiro pacote de viagens para o exterior. Evidente que
tudo que é novo gera um pouco de frio na barriga sim. Então,
não fique com medo e com receio de perguntar. Esse é o primeiro
detalhe que você precisa colocar na balança quando for escolher
a agência de intercâmbio para efetuar a compra. Encontrará
muitos profissionais qualificados (inclusive com experiências internacionais)
que farão a diferença na sua decisão. É fácil
verificar esse detalhe. Veja como: quem mora no interior com certeza fará
todos os contatos por e-mail ou telefone com uma agência de sua
região ou estado. Esteja atento quando receber mensagens da empresa
em questão. Verifique a forma que respondem seus questionamentos
e dúvidas. Fazer questão de dar retornos com muitos detalhes
e ainda ligar para saber o que achou das informações, com
certeza serão fatores importantes para a sua decisão. Na
maior parte das vezes isso não será feito. Você realmente
terá que colocar a mão na massa e buscar o maior número
possível de dados pela internet. Participar de listas de discussões
e fóruns sobre viagens são fontes para dicas importantes.
Alternativa válida também é pegar referências
através de amigos. Sempre tem um que conhece uma pessoa que foi
estudar fora do Brasil. Não fique com preguiça e vá
encontrar esse “alguém”. Será uma forma real
de obter informações sobre o seu destino e até mesmo
ajudar nas decisões. Toda agência de turismo encaminha um
formulário que deverá ser preenchido. Essa ficha é
enviada posteriormente para a instituição que pretende estudar
no exterior. Observe que são solicitadas informações
sobre o seu perfil e preferências.
Esteja atento com alguns itens neste formulário em questão.
No “campo” determinado para colocar algum tipo de restrição,
fique atento. Caso seja alérgico ou não gosta de animais
em casa, não deixe de mencionar. É muito importante. Alguns
alunos reclamam que não são orientados em relação
a estes detalhes pela agência de intercâmbio. E na maior parte
das vezes não são. Quando aparecerem problemas deste nível,
pode ter certeza que dificilmente a situação será
contornada.
Realizei em 2007 uma viagem para Toronto, Canadá. A idéia
seria aprimorar o inglês. Quando programava esse curso e ao receber
a ficha de inscrição, não fui instruído sobre
a possibilidade de existência de animais nas famílias que
recebem estrangeiros. Quando fiquei sabendo que a residência onde
estaria por 30 (trinta) dias tinha um gato de estimação,
entrei logo em contato com a agência. Eles foram frios desde o início.
Como não ficavam em Araxá, boa parte da comunicação
era realizada por e-mail. Não recomendo para ninguém. Quando
falei do animal, ironizaram. Não gosto de bicho dentro de casa.
Em Toronto, deu para agüentar o problema do felino e o que valeu
realmente, foi a escola. Mas, no Brasil, o pessoal que vendeu o pacote
(no meu caso), não possui habilidade alguma para lidar com os sonhos
dos outros. Por isso, falo bem da instituição de ensino;
porém, seus representantes na região do Triângulo
Mineiro não são bons (na minha humilde opinião).
No ano seguinte, conheci outros 02 (dois) países (que terão
suas histórias relatadas aqui como opções de viagens).
Comprei o passeio através de uma empresa do Rio de Janeiro - RJ.
Todo o contato foi feito através de e-mail. Apenas liguei na ABAV-RJ
(Associação Brasileira de Agências de Viagens do Estado
do Rio) para verificar se a situação da agência estava
“ok”. Registro perfeito e sem pendência. Comecei a negociação
via internet. Todos os retornos eram muito bem respondidos e diretos.
Mandavam mensagens e ainda ligavam para confirmar o recebimento e entendimento
das informações fornecidas. A viagem aconteceu devidamente
como organizada e sem imprevistos. E a agência do Rio, 100% aprovada.
Será que estão mais preparados para o turismo? Em tratar
sonhos com compromisso até o final? Pelo menos assumiram o nosso
roteiro proposto com muita disposição. Serviços diferenciados
devem ser reconhecidos e divulgados; quem não quer vender, deve
ser esquecido e jamais indicado. Então, esteja atendo para essas
situações: animais, fumantes ou não etc. Isso nunca
é lembrado. Mas, pode fazer a diferença em sua viagem. Quem
tem alergia, por exemplo, deve ficar atento a pequenos detalhes como estes.
Índice
de capítulos da reportagem especial:
01 - Intercâmbio
educacional ou turismo?
(abertura).
02 - Passaporte e Visto.
03 - Agência de intercâmbio:
dá para escolher uma boa empresa ou "é na sorte"?
04 - Itens da sua ficha de
inscrição.
05 - No geral, experiências
inesquecíveis (entrevistas).
06 - E você: vai realizar
um intercâmbio educacional ou turismo?
Arquivo
de Ralfer Zaidan
*Ralfer Zaidan é jornalista. Matéria
publicada no Jornal Interação - 20/02/2009
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Proibida a reprodução, sem prévia comunicação.
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